No passado dia 6 de Julho na Casa da Horta o Movimento Zeitgeist apresentou uma palestra sobre sustentabilidade. Foi abordada a questão da sustentabilidade primeiro debatendo o problema ecológico actual e depois foram apresentadas 3 soluções diferentes de como resolver o problema; uma global, outra local, e por fim, pessoal. Segundo a apresentação, essas soluções poderiam conviver umas com as outras ou até se calhar seria necessária a conjugação das três.. A solução global apresentada foi uma solução do Projecto Venus, a economia baseada em recursos, esta solução foi popularizada com os documentários de Peter Joseph: Zeigeist, e uma das questões essencias deste sistema é a eliminação do sistema monetário. A solução local seria a criaçao de comunidades sustentáveis como eco-aldeias. Essa ideia está já a ser implementada com a GEN (global ecovillage network). Relativamente à solução pessoal, essa seria ligada à pegada ecológica. Cada um de nós pode tomar decisões no dia-a-dia que reduzam a sua pegada ecológica. Foi uma noite agradável e uma boa discussão de opiniões entre os presentes.
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Domingo, em Viera do Minho!!!
Dia 29 de Janeiro e no âmbito do seu programa de educação ambiental, a Casa da Horta foi convidada para visitar e conhecer a casa de um dos seus sócios!
O Luis, sócio da casa da horta vive desde alguns meses com a sua família e um casal de amigos, a Lili, o Stefan e o bebé Emile, numa quinta perto de Viera do Minho.
Todos juntos decidiram afastar-se das confusões das cidades e ter um estilo de vida mais sustentável.
Após 1h30 de viagem chegámos à pequena aldeia de Sanguinhedo, onde fica a quinta.
Fomos muito bem recebidos e presenteados com um belo almoço confeccionado com os saborosos produtos da sua horta. O sumo de uva caseiro era simplesmente fenomenal!
Depois do almoço fomos dar um passeio para conhecer a quinta.
Foi o pai da Lili, originário da Alemanha, que nos anos 90 começou a cuidar da quinta. Ele também organizou workshops de construção ecológica para jovens alemães com problemas sociais. Com o passar dos anos e visto que uma quinta desse tipo precisava sempre de muito trabalho, o pai da Lili pensou em vendê-la. Mas a Lili e o Stefan decidiram viver lá e tomar conta da quinta, sempre com a ajuda do pai. Como a chegada do Luís e com o objectivo de juntar forças, todos querem ver a quinta desenvolver-se e também abrir-se ao exterior. E há já muitas ideias: ter uma nova horta, organizar festas ecológicas ou workshops.
Depois da visita, os nossos anfitriões ofereceram-nos um lanche com bolachas caseiras e tartes de kiwi e um chá com ervas da horta, seguindo assim o que a natureza lhes dá nesta época.
Partilhámos também informações sobre o envolvimento que a Casa da Horta tem nas Hortas Urbanas no Porto e também do programa Juventude em Acção (S.V.E e Iniciativa de Jovens).
Foi uma verdadeira oportunidade para todos nós da Casa da Horta para conhecer mais um dos nossos sócios através da sua própria experiência de vida, que é muito inspiradora para nós.
Ao regressar estávamos encantados com o sítio e percebemos também que esse tipo de iniciativas só podem acontecer juntando forças e vontade de fazer.
Agradecemos mais uma vez ao Luís e a todos da quinta por esse dia e esperamos ver desse encontro uma futura colaboração.
A horta do Barredo: o vídeo!!
Mais uma pequena produção sobre a horta do Barredo no Centro Histórico do Porto. Um projeto realizado em conjunto com a Joana da S.P.O.T., o Zé, a Branca e o Francisco de Terrasolta e nós de Educ-acção e também os moradores do Centro Histórico do Porto sem os quais essa horta não existiria.
http://vimeo.com/34168457

Dia 30 de Novembro, visita na Quinta Musas da Fontinha com as senhoras do Centro Social de São Nicolau
No dia 30 de Novembro a equipa de Educ-acção, projeto de educação ambiental da Casa da Horta, organizou uma visita na Quinta Musas da Fontinha com um grupo de senhoras do Centro Social de São Nicolau. Depois de ter-nos encontrados pelas 13h30 no Centro, fomos todos juntos até o número 998 da Rua do Bonjardim. Com essa visita queríamos mostrar que o Porto regurgita de bastantes iniciativas que fazem com que ainda nas cidades podem criar se hortas em vez da prédios, especialmente numa cidade que esta cheia de édificio vazio.
A quinta Musas da Fontinha é um exemplo desse tipo de iniciativas. Disponibilizado pelo Espaço Musas -secção cultural, cívica e recreativa do Sport Musas e Benfica, o projeto existe desde de 2004 mas foi no inicio de 2011 e depois algumas acções de limpeza que a Quinta e os seus 20 lotes nasceram.
Embora nessa altura da época as hortas são menos produtivas e há menos coisas que crescem, as senhoras ficaram encantadas com o espaço e enfatizaram, como a maioria parte das pessoas que já conhece a Quinta, que já não parecia que estávamos na cidade mas mais numa pequena aldeia.
Durante a visita, apresentamos os diferentes projetos da Quinta como a serra hidroponica, a agro floresta, o cantinho das aromáticos, o palco elevado e a terra das crianças e damos também uma vista a todos os lotes da Quinta.
Improvisamos um piquenic na terra da crianças e as senhoras antes de começar a lanchar voltaram na infançia dela com a ajuda de baloiças que encontravam-se la. As senhoras trouxeram croissants e sumo e nos, falafel e mini-pizza vegans. Foi também uma altura para conhecer nos melhor, embora já conhecemos algumas delas muito bem, como a Dona Fernanda que encontra-se envolvida no projeto de Horta comunitária do Barredo, onde ela tem um pequeno lote.
Depois de visitar a Quinta Musas da Fontinha, passeamos com as senhoras até a Es.col.a da Fontinha, projeto social desenvolvido numa escola abandonada no bairro da Fontinha. O projeto Es.col.a é um projeto autogerido, independente de qualquer apoio financeiro institucional, que tenta desenvolver varias actividades num bairro que sofre de desertificação social e cultural. As senhoras -algumas delas já ouviram falar do projeto na televisão- visitaram com interesse as varias salas e mostraram-se interessadas em conhecer a filosofia da Es.col.a e os vários projectos activos neste momento: apoio educativo para as crianças do bairro, aulas de língua, de canto, de desenho e de capoeira, jantares e cinema comunitário, espectáculos de dança, teatro e clown e muito muito mais.
Ao voltar para Casa da Horta, continuamos conversando com as senhoras, e conhecemos um pouco melhor a vida, os problemas e os pensamentos delas.
Dia 3 de Dezembro, visita guiada organizada por um conjunto de cidadãos activos do Centro Histórico do Porto
No dia 3 de Dezembro, Educ-acção, projeto de educação ambiental da Casa da Horta foi convidado a participar numa visita guiada organizada por um conjunto de cidadãos activos do Centro Histórico do Porto, no âmbito das comemorações (não oficiais) de mais um aniversário da classificação, pela UNESCO, do Centro Histórico do Porto como Património [imaterial] Mundial da Humanidade. Nesse dia, o nosso guia, António José dos Santos Silva, cujo texto de reflexão sobre o Centro Histórico já tínhamos publicado, levou mais de 30 pessoas para descobrir ou redescobrir a Igreja de São Francisco, a Casa do Infante, o Postigo do Carvão e a Ponte das Barcas.
Numa altura em que o Centro Histórico do Porto é cada vez mais considerado por alguns espíritos avidos, como uma zona onde pode realizar-se operações imobiliárias suculentas, alguns moradores decidiram juntar-se e opor-se a essa política de especulação. Parece evidente que para os que têm o dinheiro como lema, o Centro Histórico é como um postal bonito onde tudo é fixo e sem alma! Mas não, o Postal é vivo e bem vivo e foi exatamente isso que essa visita guiada mostrou, sendo uma iniciativa de verdadeira cidadania.
Esperemos que muitas mais se repitam nos próximos tempos!
Reproduzimos também a « carta de apresentação » desse conjunto de cidadãos activos que foi distribuída durante a visita e que apresenta os principais objetivos dessa luta bem legítima. Carta de apresentação
Hortas Urbanas no Porto: video da Quinta Musas da Fontinha
Dentro do nosso projeto de educação ambiental, partilhamos mais um pequeno vídeo sobre a Quinta Musas da Fontinha. A Quinta abriu as suas portas em Janeiro de 2011 e permitiu ao longo do ano a muitos cidadãos e associações de cuidar e cultivar pequenos lotes. Com essa experiência voltamos todos com certeza a perceber que legumes não vem duma loja ou de um supermercado mas sim da terra e de um trabalho que requer paciência e vontade de fazer.
Esperamos ver em 2012, a mesma motivação das pessoas implicadas no projeto Quinta Musas da Fontinha.
A horta da Vitória: video & artigo!!
Aqui vão os resultados do trabalho da horta comunitária da Rua da Vitória desenvolvido com a Chiara Sonzogni e com a ajuda da vários voluntários!!
http://www.demotix.com/news/930911/urban-gardeners-porto-cultivate-historical-center
Mais uma vez, obrigado a todos!
Magusto, na Quinta Musas da Fontinha!!
No dia 29 de Outubro de 2011, a Casa da Horta através da Equipa responsável pelo Projeto Educ-acção participou no Magusto, organizado na Quinta Musas da Fontinha. O dia começou com uma oficina de recolha e conserva de sementes, organizada pela Universidade livre de Musas. A oficina tinha uma parte teórica e uma parte pratica e ajudou com certeza, pelo menos nós da Educ-acção, a não reproduzir alguns erros durante a recolha das sementes como por exemplo não pôr as sementes de tomate em papel porque acabam por ficar coladas nele. Ao contrário aprendemos que se pode lavar as sementes de tomate com água quente, pois este processo prolonga a vida das sementes, conseguindo-se sementes bem separadas umas das outras.
Depois da oficina foi a hora do almoço comunitário partilhando com mais ou menos 40 pessoas uma sopa deliciosa com os legumes da quinta, um prato de massa com feijão e ovos. Para sobremesa havia também uma tarte de maça e maças no forno.
À tarde, todos juntaram-se a volta duma fogueira para comer castanhas e beber jeropiga e comemorar o magusto. Cada um fez um resumo do primeiro ano agrícola da Quinta. Reproduzimos uma compilação de métodos e técnicas biológicas recolhidas nesse dia pelo João, baseada nos testemunhos dos membros da Quinta e que poderá ser útil para todos nos agricultores amadores.
Pragas
Elencaram-se as seguintes macerações para pulverização, já empregues em diferentes lotes:
Foi também referida a baga de sabugueiro e a possibilidade de plantação por estaca na horta a partir do teimoso sabugueiro existente nas escadas.
Equacionou-se a criação de uma zona de maceração colectiva, pois foi salientada a importância, de numa área tão pequena como a nossa horta, da aplicação destes preparados de uma forma simultânea em todos os lotes.
Culturas
Elegeram-se como as mais produtivas o tomate, as cebolas, a courgete, o pepino, alface, feijão verde e abóbora, além das sempre presentes couves!
Estrumações
Apontada a necessidade na renovação de culturas da incorporação no solo seja de estrume ou composto, além da adubação verde com vista à fixação de azoto , através por exemplo das leguminosas.
Na horta utilizou-se estrume de coelho, vaca, ovelha e galinha.
Rega
Ficou por todos bem entendido que regra geral não se deve regar as folhas das plantas, à excepção da alface e da família das couves!
Contaram-se “podridões” no tomate e na courgete.
Métodos
Cobertura do solo ou mulching; vantagens visíveis na optimização da irrigação e criação de um solo mais rico.
Sombreamento excessivo verificado no lote Cereja por ter sido o lote mais tardio e com menos sol e mais humidade. Batatas com planta muito alta, mas sem tubérculo!
Protecção das culturas. geada, vantagem da cobertura dos depósitos para protecção do sol e do frio.
Dia 28 de Outubro 2011, Encontro Nós do Centro
No dia 28 de Outubro, a Casa da Horta através da equipa responsável pelo seu projecto de Educação Ambiental, Educ-acção, participou no encontro de Nós do Centro (grupo comunitário que tenta dinamizar actividades sócio-culturais envolvendo os seus moradores ou outras pessoas interessadas) para fazer o balanço da Semana de Festividades da Sra do Ó, entre 12 e 18 de Setembro.
Nessa semana, a Casa da Horta participou na feira “Mostra dos Saberes” no dia 13 de Setembro e organizou duas visitas eco-sociais no dia 12 com a colaboração de um antigo membro da Casa da Horta, o formador e activista, Pedro Jorge Perreira. Nesse dia, O Pedro teve a oportunidade de apresentar a história do Porto duma forma alternativa, enfatizando alguns momentos históricos importantes da Cidade como a ataque de Napoleão e das suas tropas em 1802 e também problemas contemporâneos, ambientais e sociais tais como a poluição do Rio Douro e a política de abandono de algumas zonas do Centro Histórico, por parte da câmara municipal do Porto. Foi também uma oportunidade para os moradores dessa zona usufruírem duma actividade que é quase sempre reservada para os turistas e ver que o Pedro consegui ter um grupo de 10 crianças de manhã e de 10 adultos à tarde, mostra que os moradores têm vontade de descobrir ou redescobrir a cidade deles. No dia 13 de Setembro, foi uma oportunidade de apresentar a Casa da Horta e as actividades nas quais a associação está envolvida (o relatório desse dia está disponível aqui: http://casadahorta.
Voltando ao encontro do dia 28 de Outubro, a Liliana do Centro Social de São Nicolau apresentou os resultados do inquérito que ela tinha enviado aos colaboradores do “Nós do Centro” para avaliar essa semana de festividade. Dos inquéritos recebidos foi dada uma nota geral de 3.85 em 4. Os pontos fortes dessa semana eram:
- visibilidade das organizações e
- promoção dessas
O ponto mais negativo relevado pelo inquérito foi o pouco envolvimento da população local na organização desse semana de festividade.
Alguns testemunhos dos moradores da Ribeira fizeram eco desse ponto negativo com determinação e força. Essa reunião foi organizada, como já referido, para avaliar essa semana de festividade e ver o que que se podia melhorar e planear, eventualmente, actividades no futuro. Embora não se tenha chegado a uma conclusão concreta, essa reunião, com momentos emotivos, permitiu a alguns moradores da Ribeira exprimir a frustração e o sentimento de terem sido esquecidos. Este sentimento amargo podia ser claramente o porta-voz de muitas outras zonas do Centro Histórico do Porto.
Para tentar resumir essas frustrações gostaríamos
Actualização das informações sobre o SVE e Iniciativa de Jovens
No âmbito do projecto Educ-acção, Iniciativa de Jovens organizada através do programa “Juventude em acção”, vamos actualizar as informações sobre o que é uma iniciativa de jovens e acrescentar as informações sobre o S.V.E.
- para o S.V.E.: do kit informativo de Maio de 2011 intitulado “O que esperar do S.V.E.?”. Esse kit de 5 páginas dá um sumário completo do que é o Serviço Voluntário Europeu. Esse documento está também disponível no web-site “Juventude em acção” aqui. Para aqueles que gostam mais do contacto humano
, temos algumas cópias na biblioteca da Casa da Horta e também haverá sempre voluntários ou ex-voluntários disponíveis para partilhar experiências e responder a qualquer dúvida.
- para as Iniciativas de Jovens: um documento intitulado “Jargon Busting” disponível para consulta na Casa da Horta e que decifra cada página da candidatura e que, pessoalmente, foi uma grande ajuda para a elaboração do projecto Educ-acção.
Podem tambem encontrar mais informações sobre o SVE no site da Casa da Horta:
O que é o SVE: http://casadahorta.pegada.net/
Vagas actuais: http://casadahorta.pegada.net/
Relatos de voluntários: http://casadahorta.pegada.net/
Esperando que essas informações possam ajudar aqueles que queiram tornar-se voluntários no futuro, ou para aqueles que tenham um projecto e que podiam concretizá-lo através das Iniciativas de Jovens.
A Equipa de Educ-acção.






















