No dia 28 de Outubro, a Casa da Horta através da equipa responsável pelo seu projecto de Educação Ambiental, Educ-acção, participou no encontro de Nós do Centro (grupo comunitário que tenta dinamizar actividades sócio-culturais envolvendo os seus moradores ou outras pessoas interessadas) para fazer o balanço da Semana de Festividades da Sra do Ó, entre 12 e 18 de Setembro.
Nessa semana, a Casa da Horta participou na feira “Mostra dos Saberes” no dia 13 de Setembro e organizou duas visitas eco-sociais no dia 12 com a colaboração de um antigo membro da Casa da Horta, o formador e activista, Pedro Jorge Perreira. Nesse dia, O Pedro teve a oportunidade de apresentar a história do Porto duma forma alternativa, enfatizando alguns momentos históricos importantes da Cidade como a ataque de Napoleão e das suas tropas em 1802 e também problemas contemporâneos, ambientais e sociais tais como a poluição do Rio Douro e a política de abandono de algumas zonas do Centro Histórico, por parte da câmara municipal do Porto. Foi também uma oportunidade para os moradores dessa zona usufruírem duma actividade que é quase sempre reservada para os turistas e ver que o Pedro consegui ter um grupo de 10 crianças de manhã e de 10 adultos à tarde, mostra que os moradores têm vontade de descobrir ou redescobrir a cidade deles. No dia 13 de Setembro, foi uma oportunidade de apresentar a Casa da Horta e as actividades nas quais a associação está envolvida (o relatório desse dia está disponível aqui: http://casadahorta.
Voltando ao encontro do dia 28 de Outubro, a Liliana do Centro Social de São Nicolau apresentou os resultados do inquérito que ela tinha enviado aos colaboradores do “Nós do Centro” para avaliar essa semana de festividade. Dos inquéritos recebidos foi dada uma nota geral de 3.85 em 4. Os pontos fortes dessa semana eram:
- visibilidade das organizações e
- promoção dessas
O ponto mais negativo relevado pelo inquérito foi o pouco envolvimento da população local na organização desse semana de festividade.
Alguns testemunhos dos moradores da Ribeira fizeram eco desse ponto negativo com determinação e força. Essa reunião foi organizada, como já referido, para avaliar essa semana de festividade e ver o que que se podia melhorar e planear, eventualmente, actividades no futuro. Embora não se tenha chegado a uma conclusão concreta, essa reunião, com momentos emotivos, permitiu a alguns moradores da Ribeira exprimir a frustração e o sentimento de terem sido esquecidos. Este sentimento amargo podia ser claramente o porta-voz de muitas outras zonas do Centro Histórico do Porto.
Para tentar resumir essas frustrações gostaríamos
