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Oficina de Consumo Crítico e Consciente – O3C´s Dia 21 de Abril de 2012, sábado, às 10h00

Agradecemos a divulgação e, claro, participação. Uma oportunidade única de participar em mais uma O.3C´s, a última decorreu em Dezembro passado.

Oficina de Consumo Crítico e Consciente – O3C´s

Dia 21 de Abril de 2012, sábado, às 10h00

(duração aproximada: 2h30)

Inscrições Limitadas


As grandes firmas de relações públicas, de publicidade, de artes gráficas, de cinema, de televisão… têm, antes de mais, a função de controlar os espíritos. É necessário criar “necessidades artificiais” e fazer com que as pessoas se dediquem à sua busca, cada um por si, isolados uns dos outros. Os dirigentes dessas empresas têm uma abordagem muito pragmática: “É preciso orientar as pessoas para as coisas superficiais da vida, como o consumo.” É preciso criar muros artificias, aprisionar as pessoas, isolá-las umas das outras.”

Noam Chomsky

É um “lugar comum” dizer-se que a nossa sociedade se globalizou. No entanto, talvez seja mais difícil compreendermos ou reflectirmos sobre as mais diversas formas e repercussões dessa mesma globalização na nossa realidade do dia-a-dia. Sobre as implicações concretas que esse fenómeno tão crucial adquire para cada um de nós e reais impactos no tecido social da nossa cidade/comunidade.

Numa sociedade dita de consumo cerca de 20% da população dos países ditos “mais desenvolvidos” consome cerca de 80% dos recursos. Esse consumo, ou para se ser mais exacto, consumismo, tido como “normal” e até intrínseco no nosso modo de vida tem no entanto pesadas implicações ambientais e sociais. A nível ecológico é desastrosa a forma como a nossa espécie tem vindo a levar à exaustão os mais diversos recursos naturais do planeta, provocando uma destruição sem ímpar dos habitats selvagens da Terra. Para além disso, e paradoxalmente, uma grande parte dos bens produzidos (quase 90%) são produzidos para uma utilização efémera (uma única vez) e muitas vezes por breves segundos, sendo depois responsáveis pela produção de toneladas e toneladas de resíduos cujo tratamento implica também, ele próprio, uma elevada factura ecológica e económica.

Tendo-se os nossos hábitos de consumo (ou maus hábitos) tornado tão banais e inconscientes, a questão que urge lançar é: de que forma podemos fazer a diferença? Para mudar positivamente o nosso estilo de vida adoptando comportamentos e hábitos mais conscientes e positivos do ponto de vista ecológico e social?

Por outro lado, o Porto como o conhecíamos, como uma cidade caracterizada por uma enorme tradição e vitalidade do seu comércio tradicional tem vindo também a sofrer diversas transformações. Saber quais, como e exactamente de que forma são os desafios que a Oficina de Consumo Crítico e Consicente – O.3C´s vem lançar. Entre mil e uma outras questões e reflexões que vamos encontrar nas ruas, esquinas e lojas da cidade.

É pois uma oficina que é também uma viagem de reflexão, debate e partilha de experiências e memórias através de cores, aromas e lugares nevrálgicos para a actividade económica, cultural e social da cidade do Porto. É uma viagem “viva” sobre alguns dos efeitos da globalização económica na nossa comunidade local, assim como um exercício prático de reflexão sobre as nossas escolhas e a forma como elas influenciam a realidade económica, social e ambiental da nossa comunidade.

Oficina de Consumo Crítico e Consciente – O.3C´s

Dia 21 de Abril, sábado, 10h00

Ponto de Encontro: Em frente à Estação de S.Bento (do outro lado da rua), próximo do banco santander-totta

Grau de dificuldade: Acessível

Duração do percurso: Aproximadamente 2h30 – 3h00

Logística: Levar roupa confortável e adaptada às circunstâncias climatéricas do próprio dia.

Formador: Pedro Jorge Pereira, Activista e Formador Eco-Social, dinamizador do Centro para o Consumo Crítico e Consciente – C.3C´s

Contribuição: 5,55 ecos

Data Limite de Inscrição: 19 de Abril de 2012, 5ªfeira

Inscrições: Limitadas (será uma actividade com um número reduzido de participantes) e as vagas serão reservadas às primeiras inscrições efectuadas “com a respectiva confirmação”

 

Modo de Inscrição: Envio dos dados de inscrição para o e mail:

centro.3cs@gmail.com

e através da transferência “de confirmação” do montante sugerido de contribuição, 5.55 ecos, para o nib:

0036 0295 99100032750 77 (Montepio Geral) (*)(**)(***)

(titular da conta: Pedro Jorge Pereira)

 

com o envio do respectivo comprovativo para:

centro.3cs@gmail.com

 

(*) no caso de não realização da visita eco-social o valor de “sinalização” será integralmente devolvido, sendo para esse efeito útil a indicação do nib remetente

(**) no caso de desistência do participante o valor só será devolvido quando esta for comunicada com pelos menos 24h de antecedência em relação à data limite de inscrição

(***) 10% de desconto para associados da Casa da Horta, Centro Vegetariano ou numa das inscrições no caso de duas inscrições (ou em 2 no caso de 3, etc.)

 

Organização: Centro para o Consumo Crítico e Consciente – C3C´s

Apoio: Casa da Horta – Associação Cultural

Nota: O projecto C3C´s é um projecto ainda com um carácter bastante informal e encontra-se ainda em definição, pelo que a actividade não se encontra coberta por qualquer tipo de seguro, sendo a responsabilidade por qualquer acidente da inteira responsabilidade dos participantes ou do destino, dependendo da perspectiva ;O)

A contribuição destina-se a suportar diversos custos organizativos e a apoiar o desenvolvimento do projecto

CARTA ABERTA DO ES.COL.A DA FONTINHA

Es.Col.A do Alto da Fontinha
CARTA ABERTA


A promessa de suspensão do despejo do Es.Col.A revelou-se um logro. Politicamente forçada a dialogar com os ocupantes da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, a Câmara Municipal do Porto (CMP) mais não queria do que anunciar que o despejo se mantinha, embora adiado. Em reunião com dois delegados da Assembleia do Es.Col.A, os representantes da câmara exigiram que o projecto assinasse a sua sentença de morte, traduzida num contrato de aluguer com fim em Junho. A continuidade imediata do Es.Col.a dependeria da assinatura desse papel.
Recapitulando: a 10 de Abril de 2011, um grupo de pessoas ocupou a antiga escola primária do Alto da Fontinha, devoluta e abandonada há mais de cinco anos pelo município que a devia manter. Depois de um mês de ocupação do espaço e já com inúmeras actividades a decorrer, a CMP mandou a polícia despejar violentamente os ocupantes e emparedar o edifício. Depois de um longo processo negocial, o Es.Col.A voltou à Escola da Fontinha onde se mantém até hoje, com a indiferença da CMP.
Esta farsa é, para nós, inaceitável, tal como o é o despejo em si – seja agora, em Junho, ou em qualquer altura. Perante quem tem, repetidamente, falhado no cumprimento da sua própria palavra e que entende o ultimato como forma de negociação, a posição do Es.Col.A só pode ser a de não aceitar a decisão de despejo. Fazê-lo seria desistir do sonho com que partimos para esta aventura, o de transformar as nossas vidas com as nossa próprias mãos, ensinando e aprendendo com quem se cruza connosco, nas ruas da Fontinha. Porque o Es.Col.A, muito mais do que uma escola, é um laboratório dum mundo já transformado, resistiremos.
Precisamos do sentido solidário de toda a gente que se identifica com o projecto. Em todo e qualquer lado, que a ocupação e a libertação de espaços sejam a resposta generalizada ao ataque às iniciativas de emancipação popular dum sistema que prefere a propriedade, mesmo que abandonada, ao usufruto, mesmo que colectivo.
Que a moda pegue! ai, ai


Experiência SVE – Marta Matos – Reino Unido – Fevereiro 2011

Foi algures em 2009/2010 que a Casa da Horta foi à FCUP divulgar o SVE, quando eu já sabia que ia acabar a licenciatura em Janeiro/2011 e tinha que esperar até Setembro/2011 para começar o mestrado.

Ou seja, teria 8 meses livres e 0 planos. Férias de 8 meses em casa é algo que não é para mim.
Trabalhar, é algo que se tem de fazer mais tarde. Voluntariado é algo que se pode fazer em qualquer altura mas, se me deixar levar pela corrente como é normal, é algo que nunca faria (pelo menos fora do país). Aquele era o momento. Portanto, comecei à procura de projectos que encaixassem naquele intervalo de 8 meses…
Nunca pensei ir parar a Inglaterra, sempre pensei mais no (para mim) desconhecido leste da Europa, afinal Inglaterra não é assim tão desconhecida quanto isso…

Mas foi lá que fui parar, àquela bolhinha internacional na Forest of Dean, cheia de Rudolph Steiner, e eu que nem sabia quem era a figura lá
andei a fazer agricultura biodinâmica, um bom exercício para dormir bem à noite :D
Foram as melhores férias de sempre! Trabalhar ao ar livre (ok, muito bom quando não chove…), cavar um bocado de terra, plantar uns vegetais, colher outros, comer morangos, framboesas e groselhas até ganhar cáries, ter conversas interessantes com o Hugo que muito me ensinou, fazer camas com a Sandy, cortar vegetais com a Indu. Colher umas coisas verdes, pôr no prato e almoçar na relva à sombra do chorão. Passear na floresta, saltar no trampolim do Grange… Sornar na relva e no sofá, conhecer pessoas lindíssimas, ver/ouvir ovelhas em todo o lado… Olhar pela janela de casa e ver o rio ao fundo e a floresta ao lado…

Assim se passaram 6 meses de paz num cenário fantástico com pessoas mais fantásticas ainda… Hoje, acabou-se a vida calma e sossegada, mas ficaram as recordações de bons tempos, o 95% vegetarianismo, o conhecimento e, o mais importante, as amizades xD.