Author Archives: utupiar

TARDE DE FADO VADIO:

Primeira Sexta-Feira do mês às 17:00h

Agora às primeiras Sexta-Feiras de cada mês vamos ter fado vadio na Casa da Horta, acompanhado de pataniscas, peixinhos da horta, rissóis de legumes, broa, tremoços, azeitonas, caldo verde…

Se és um/a fadista vadio/a e queres mostrar a tua voz de rouxinol, aparece antes das 17:00h para marcares a tua vez!

Arreios tirantes chicotes / Café chã e chocolate

Malagueta pimenta e tomate / Provisórios Almirantes e Fortes

Há malgas há garfos há potes / Há bicos, penas e há corda

Há navalhas tesouras da poda / Pregos pontas e alfinetes

Aniz, licores e sorvetes

Tenho um estabelecimento na moda

Como ainda não viram igual

Neca Rafael – Casa Importante

Entrada grátis

JANTAR DO REFUGIO DAS PATINHAS

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A Casa da Horta recebe novamente o Refugio das patinhas, que , para quem não sabe,  é um projecto que tem como objectivo o apoio a animais abandonados  que já tiveram um passado triste  permitindo-lhes acesso a cuidados veterinários e uma boa adaptação a uma casa e a esterilização das fêmeas.

Todos os meses  a Casa da Horta realiza um jantar de ajuda ao Refugio das Patinhas.

O valor do jantar é  de 12.50 euros (sendo que 50% das receitas revertem a favor do Refúgio) com direito a entrada, sopa, prato e sobremesa.
Precisamos muito de ti para tornarmos o Mundo um lugar melhor… Se tiveres mantas por casa que já não uses ou um saquinho de ração que queiras trazer, era muito bom!

O LIMITE DE VAGAS É DE 30 PESSOAS, por isso se puderem e quiserem ir ao jantar, pedimos que se inscrevam  para o e-mail do Refúgio geral@refugiodaspatinhas.org (será dada uma resposta ou de confirmação ou de reserva no caso de já não haver vagas; por isso, p.f. esteja sempre atento ao e-mail de resposta aquando da sua reserva). Pedimos também que consultem o nosso site  http://www.refugiodaspatinhas.org/acontecimentos e confirmem se ainda há vagas. Quando já não houver vagas, essa informação estará publicada no site, por isso pedíamos p.f. que consultassem essa secção.

APARECE E TRAZ UM AMIGO TAMBÉM!

Experiência SVE – Marta Matos – Reino Unido – Fevereiro 2011

Foi algures em 2009/2010 que a Casa da Horta foi à FCUP divulgar o SVE, quando eu já sabia que ia acabar a licenciatura em Janeiro/2011 e tinha que esperar até Setembro/2011 para começar o mestrado.

Ou seja, teria 8 meses livres e 0 planos. Férias de 8 meses em casa é algo que não é para mim.
Trabalhar, é algo que se tem de fazer mais tarde. Voluntariado é algo que se pode fazer em qualquer altura mas, se me deixar levar pela corrente como é normal, é algo que nunca faria (pelo menos fora do país). Aquele era o momento. Portanto, comecei à procura de projectos que encaixassem naquele intervalo de 8 meses…
Nunca pensei ir parar a Inglaterra, sempre pensei mais no (para mim) desconhecido leste da Europa, afinal Inglaterra não é assim tão desconhecida quanto isso…

Mas foi lá que fui parar, àquela bolhinha internacional na Forest of Dean, cheia de Rudolph Steiner, e eu que nem sabia quem era a figura lá
andei a fazer agricultura biodinâmica, um bom exercício para dormir bem à noite :D
Foram as melhores férias de sempre! Trabalhar ao ar livre (ok, muito bom quando não chove…), cavar um bocado de terra, plantar uns vegetais, colher outros, comer morangos, framboesas e groselhas até ganhar cáries, ter conversas interessantes com o Hugo que muito me ensinou, fazer camas com a Sandy, cortar vegetais com a Indu. Colher umas coisas verdes, pôr no prato e almoçar na relva à sombra do chorão. Passear na floresta, saltar no trampolim do Grange… Sornar na relva e no sofá, conhecer pessoas lindíssimas, ver/ouvir ovelhas em todo o lado… Olhar pela janela de casa e ver o rio ao fundo e a floresta ao lado…

Assim se passaram 6 meses de paz num cenário fantástico com pessoas mais fantásticas ainda… Hoje, acabou-se a vida calma e sossegada, mas ficaram as recordações de bons tempos, o 95% vegetarianismo, o conhecimento e, o mais importante, as amizades xD.

Sessão sobre SVE

Olá!

Dia 17 de Novembro, quinta-feira, às 18h30, terá lugar na Casa da Horta,  Associação Cultural, uma sessão sobre Serviço Voluntário
Europeu
*, com a presença de um ex. voluntário, o Francisco, que esteve 1 ano no Luxemburgo, num projecto de jornalismo!

Venham e aproveitem para esclarecerem todas as vossas dúvidas!

Podes ler aqui o relato da experiência do Francisco assim como de outros voluntários:

http://casadahorta.pegada.net/entrada/experiencias-sve/


* O que é o Serviço Voluntário Europeu?

O Serviço Voluntário Europeu (SVE) é um programa de voluntariado inserido
no Programa Juventude em Acção 2007-2013, dirigido aos jovens entre os 18 e

os 30 anos que permite levar a cabo um serviço de voluntariado com duração
máxima de 12 meses num país diferente do seu de residência.

COMO JOVEM VOLUNTÁRI@ TENS DIREITO A:
Viagem internacional ida e volta (90%)
Alojamento
Alimentação
Dinheiro de bolso (cerca de 100€/mês, varia conforme o país de acolhimento)
Formação linguística
Seguro de saúde

Vê mais aqui: http://casadahorta.pegada.net/entrada/voluntariado/

Experiência SVE – Francisco – Luxemburgo

Contacto voluntária: Francisco Pedro

Associação de Acolhimento: Queesch (http://queesch.lu/)

Local: Luxemburgo

Período SVE: 15 de Setembro 2010 a 31 de Agosto 2011, 12 meses

Relato do Francisco:

…É que os jornalistas da tv são dinossauros de fato e gravata. Propagandeiam esse sistema pré-histórico feito de consumo, autoridade, competição, crimes e futebol. E há um oceano de pessoas e movimentos a sonhar e a viver mundos novos, e não há lugar para eles nos media. Então, na minha cabecinha de viajante recém-licenciado em jornalismo, a máxima foi ganhando forma: “Don’t hate the media, be the media!” Lá comecei a colaborar com meios de comunicação alternativos e lá me envolvi no colectivo Indymedia Portugal (http://pt.indymedia.org/). E lá esfreguei os olhos ao receber o email com a proposta de SVE da Casa da Horta. O projecto? A revista Queesch (http://queesch.lu/), no Luxemburgo. Os princípios? Auto-gestionada, sem hierarquias, sem lucro, aberta a toda a gente, só com voluntários…. A minha cara! Naturalmente, como a tantos grupos que clamam semelhantes princípios, faltava-lhe um só detalhe: pessoas.
E eis que, durante um ano, foram os dois voluntariosos voluntários SVE a levar o projecto às costas. Congeminar em longos brainstormings o que meter na revista, entrevistar e fotografiar e filmar, enviar incontáveis emails “dude, the third deadline was yesterday, would you please send us that article? :) ”, escrever e escrever, voar pesado na bicicleta pelas ruas da cidade a distribuir revistinhas, vendê-las a adolescentes em festivais de música… Nas trincheiras da contra-informação, fizemos assim de tudo um pouco e em tudo aprendemos um pouco.
Falo de um ano cheio e incrível nesse paísinho verdejante, onde os voluntários europeus recebem bolsas e os imigrantes pobres são presos e expulsos. Esse país pequenino onde até cabem, quase livres de impostos, centenas de sedes de bancos, a Amazon e o Skype e milhares de lojas para os ricos, mas não cabem espaços alternativos para os jovens se encontrarem, criarem e partilharem. Esse país riquinho onde o consumo é uma droga, toda a gente é drogada e ninguém reconhece a dependência nem a consequência.
Nesse país fofinho, rebolámos pelo verde do vale da cidade, piquenicámos comida vegana em frente ao MacDonalds, começámos a massa crítica (http://www.facebook.com/groups/41190845731/), ocupámos a Place d’Armes, partimos à boleia para outros países, respigámos comida dos supermercados e partilhámo-la com muitos amigos.
E de volta ao conforto deste Portugal nas lonas mas nas ruas, com menos PIB mas mais arte, menos banqueiros mas mais Sol, trago uma convicção – de que os sítios aburguesados se tornam aborrecidos – e junto o meu aos sorrisos que cá encontro. Sorrio pelo que ficou e pelo que sou. É que também a vida nos sorri, lá onde estamos.

Experiência SVE – Ágata Ricca – Turquia – Fevereiro 2011

Contacto voluntária: Ágata Ricca – agataricca@gmail.com

Associação de Acolhimento: Gaziantep E?itim ve Gençlik Derne?i

Local: Gaziantep, Turquia

Período SVE:  15 de Fevereiro a 15 de Abril 2011, 2 meses

Notícia: http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1182190.html

Relato da Ágata:

Andava na Universidade quando tive conhecimento do Serviço Voluntário Europeu. E foi nesse instante que decidi que o iria fazer. Mal acabei a licenciatura, juntei-me a mais duas amigas e começamos a procura. Achava eu que se tratava de um processo muito complexo. Mas não. Tudo é simples e a Casa da Horta fez a ponte entre nós e as associações de acolhimento. Começamos por tentar a Eslovénia mas não obtivemos resposta; em França as vagas já estavam preenchidas e então apareceu a Turquia. Nunca antes tinha imaginado que podia ir lá parar. Quando pensei em voluntariado europeu acho que nem pus a hipótese de ir muito para lá da Alemanha. Por isso, nos meses que antecederam a nossa partida (entretanto uma das amigas desistiu), eu encontrava-me num estado de curiosidade/apreensão muito grande, havendo um choque interno de sentimentos e vontades.

A verdade é que lá fomos, lá estivemos e, entretanto, até já lá voltei uma segunda vez, para visitar os amigos que por lá deixei. Tive a maior prova que o acaso me podia ter dado: foi, até agora, a experiência da minha vida e, sem dúvida, muito mais enriquecedora do que se tivesse ficado por um país mais perto de casa e em que a cultura é mais próxima daquela a que estamos habituados.

Muitos me perguntaram para que é que ia para “fora” se havia tanto para fazer “cá dentro”. Agora já posso responder: o SVE não é só uma experiência de voluntariado, é também uma experiência de vida. É um teste à nossa capacidade de adaptação e de resposta, aos nossos limites. E é também um abrir de horizontes e um profundo processo de aprendizagem. Porque ter medo do desconhecido é uma reacção irracional, sem fundamentos e que fica assim desmistificada.

De uma forma geral, o nosso trabalho consistia em fazer visitas regulares a três instituições diferentes: o hospital oncológico, onde fazíamos actividades com as crianças internadas; uma casa de rapazes (aproximadamente entre os 10 e os 20 anos) retirados das suas famílias, com quem passávamos uma boa parte do nosso tempo, ajudando-os com trabalhos da escola e preparando actividades, festas temáticas, refeições ou simples passeios e momentos desportivos, entre outros; e uma associação de invisuais, onde os ajudávamos a fazer mosaicos (uma arte muito presente na cultura turca). Para além disso tínhamos outro tipo de actividades que a nossa associação em Gaziantep (cidade onde estivemos) preparava para uma melhor integração dos próprios voluntários na cultura do país: como aulas de turco, de música e folclore tradicionais, aulas de culinária, passeios em conjunto, etc. Tínhamos também sessões de Photoshop e aulas de outras línguas (como inglês, alemão ou francês) dadas pelos próprios voluntários. A associação disponibilizava as refeições diárias e os andares que partilhávamos com outros voluntários. O ambiente não podia ser melhor. Éramos, ao todo, cerca de 15 voluntários de toda a Europa e não só. No fim dos 2 meses, o único sentimento negativo era o de ter de ir embora. Se fosse hoje, não tinha ficado menos de 6 meses.

Não posso acabar este texto sem falar um pouco de Gaziantep, a cidade à qual me rendi. De facto, nunca pensei que fosse possível em tão pouco tempo e num país tão diferente e longe do nosso, criar laços de amizade como os que ali foram criados. Situada no sudeste da Anatólia, próxima da fronteira com a Síria, Antep (assim chamada originalmente) é a sexta maior cidade da Turquia, com cerca de 1.500.000 habitantes. No entanto, todos os dias encontrava alguém conhecido na rua. A vida no centro da cidade é comparável à vida numa pequena vila. Todos se conhecem e se cumprimentam na rua, as pessoas gostam de falar umas com as outras, de as convidar para as suas casa, de oferecer um çay (o famoso chá turco)… Apesar de não estarem habituados a receber turistas, parece que ser hospitaleiros sempre foi a sua profissão.

Estava a mais de 5.000 kms da minha verdadeira casa, no Porto mas em Gaziantep encontrei uma outra casa e nas pessoas (em todas elas, desde as crianças, todo o pessoal da associação que tão bem nos recebeu, as cozinheiras ou o senhor das fotocópias até aos voluntários internacionais) encontrei outra família, que sei que estará sempre pronta para me receber novamente.

Experiência SVE – Yvonne – Janeiro 2011

Contacto da voluntária: Yvonne Costa - yvonne.costa@gmail.com

Associação de Acolhimento: CIM Horyzonty

Local: Poznan, Polónia

Período SVE: 10 Janeiro a 10 Setembro de 2011, 8 meses

Relato da Yvonne:

O processo

Procurar um SVE é algo que se faz de paciências e persistência. A minha busca aconteceu desde Fevereiro até Agosto de 2010 com várias interrupções e declarações repetidas de interesse a 2 ou 3 projectos que mais me agradavam. O que vale mesmo a pena às vezes, demora um bocadinho mais…Polónia a partir de um dado momento tornou-se um destino provável e confirmou-se como uma história de amor que não me canso de celebrar como boa amante. 

Esperei pacientemente pela neve num país que depois do frio imposto pelos imperialismos (cujas marcas ainda são visíveis em muitos aspectos), conserva uma essência especial, difícil de colocar em palavras. Reaprendi o conceito de generosidade com pessoas genuínas.

Tarefas & possibilidades de crescimento

Como voluntária da CIM Horyzonty preparei workshops  para crianças focados na arte dramática, em escola primária e trabalhei com jovens da comunidade onde a organização se insere, em diferentes propostas de actividade relacionadas com arte, desporto e animação. Tive a possibilidade de apoiar em projectos de curta duração organizados pela minha associação como por exemplo Grundtvig workshop.

Podem ir até ao site: http://www.cim-horyzonty.org

O que acontece num projecto SVE, como alguém já o disse, depende da organização do mesmo, daquilo que ele oferece e da nossa bagagem pessoal. Depois deparamo-nos com outras coisas: até que ponto estamos preparados, se conseguimos criar, ou repetir fórmulas, o nosso compromisso, o nosso empenho, as nossa limitações, a nossa motivação (porque tudo isto é pesado num momento qualquer), o reforço externo, a autoconfiança, autonomia, mas também a aceitação e integração (final), e o crescer sempre ou não fosse isto uma aprendizagem pela vida.

O SVE dá-nos provavelmente aquilo de que precisamos naquele momento e assim construímos uma história, um plano de trabalho e de entrega para pessoas mas sobretudo com elas.

Agora escrevem-se notas finais e guardam-se as pessoas no cofre – forte.

Este é 19º dia desde a Polónia. A minha mala está no corredor da entrada. A difícil tarefa de (des)fazer laços.

Experiência SVE – Raquel Ribeiro – Eslováquia – Agosto 2011

Contacto voluntária: Raquel Ribeiro – raquelmtribeiro@gmail.com

Associação de Acolhimento: Alter Nativa – http://www.alter-nativa.sk/eng/

Local: Brdárka, Eslováquia

Período SVE:  22 de Agosto a 5 de Setembro 2011, 2 semanas

Relato da Raquel:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estou inscrita há algum tempo na mailling-list SVE da Casa da Horta e esta aventura começou quando recebi um e-mail a referir a existência de um SVE na área da permacultura, numa altura em que poderia tirar férias. Candidatei-me e fiquei muito feliz quando soube que tinha sido selecionada.

Partimos num grupo de 6 voluntários Portugueses e, para o mesmo projecto, partiram também 6 voluntários Franceses. Foi uma experiência de convivência fantástica, a todos os níveis! A começar pelos nossos companheiros voluntários e a terminar na Organização que nos acolheu e que fez tantos esforços para que nos sentíssemos bem e aproveitássemos o pouco tempo que tivemos num País diferente.
Relativamente ao trabalho, foi óptimo termos tido tantos “mestres” que vieram partilhar experiências. Pudemos experimentar uma diversidade de tarefas, sempre com ajuda e orientação, o que nos permitiu reunir mais conhecimento para os nossos projectos em Portugal.
Resta-me agradecer à Casa da Horta pela divulgação, acompanhamento e preparação dos voluntários.
Foi uma experiência óptima para se poder agora propagar e assim contribuir para um mundo com mais preocupações ecológicas.
Sinto-me uma privilegiada por ter tido esta experiência :)

Experiência SVE – Eunice Neves – Eslováquia – Agosto 2011

Contacto voluntária: Eunice Neves – lisboa.eunice@gmail.com

Associação de Acolhimento: Alter Nativa – http://www.alter-nativa.sk/eng/

Local: Brdárka, Eslováquia

Período SVE:  22 de Agosto a 5 de Setembro 2011, 2 semanas

Relato da Eunice:

A oportunidade de fazer um SVE de curta duração chegou por email através uma amiga que me dizia: Nice acho que este projecto é adequado para ti! Eu apesar de não conhecer bem o Serviço de Voluntariado Europeu, nem neste caso as entidades de envio e acolhimento, fiquei desde logo encantada com a descrição do trabalho ao qual me podia voluntariar por duas semanas.

À medida que me fui informando sobre ambas as associações, a Casa da Horta e a AlterNativa, assim como sobre o próprio Serviço de Voluntariado Europeu a minha vontade de integrar este projecto foi aumentando.

Na altura fiquei felicíssima por ser uma das seleccionadas mas tentei não criar grandes expectativas antes do tempo. Agora posso dizer que este SVE superou qualquer expectativa que eu, conhecendo-me a mim própria, pudesse ter criado!

Desde o início ao fim do projecto tudo correu pelo melhor.

Dois meses antes, ainda em casa, começaram os preparativos. As trocas de emails com a entidade de envio, a Casa da Horta, foram a orientação necessária para que me sentisse confortável, esclarecida e motivada para partir.

Parti então à aventura!

Ai como eu gosto destas coisas! Como é interessante o trabalho que me espera assim como todo o processo social que ocorre em grupos de pessoas que não se conhecem e vão passar 24h por 24h juntas… Vamos lá!

O grupo de portugueses que integrei, éramos 6 ao todo, é um grupo impecável de jovens todos diferentes mas com bastantes valores em comum. Os 6 franceses que conhecemos já na Eslováquia também eram um grupo bastante cativante, motivado e bem disposto. Foi óptimo conhecê-los a todos, porque uma vez todos juntos os grupos fundiram-se e as relações inter-pessoais do dia a dia transformaram-se em amizades que talvez continuem pela vida fora.

A associação que nos recebeu, a Alternativa também é constituída por um grupo de pessoas muito especiais que nos receberam de braços abertos e tudo fizeram para que durante duas semanas nada nos faltasse e a nossa experiência enquanto voluntários fosse a mais positiva possível. Acho que fizeram um óptimo trabalho ao conseguir criar e coordenar um programa que nos possibilitou durante 15 dias não só trabalhar e aprender bastante mas também sentir um pouco de como é viver em comunidade numa aldeia Eslovaca onde os costumes e a cultura são tão diferentes.

Todos os dias trabalhávamos das 9h ao 12.30h e das 16.00h às 18.30h. Este horário deu-nos a possibilidade de trabalhar no duro e ao mesmo tempo ter horas livres para relaxar, socializar e até dormir a sesta!

Os workshops diários focaram a Eco-construção e a Permacultura, cabendo a cada um de nós escolher qual o trabalho que queria realizar durante a manhã e a tarde. Esta estrutura de trabalho deu-nos a possibilidade de aprender durante duas semanas diferentes técnicas de construção com materiais naturais: construção com fardos de palha, com adobe, com cordwood e ainda construção de telhados verdes. Aprendi imenso e acho que foi muito positivo a AlterNativa ter tido o cuidado de convidar vários profissionais eslovacos, especialistas nestas diferentes técnicas, para nos guiarem dia após dia.

Nos dias livres os programas culturais também foram muito bem pensados e organizados. Fizemos longos e agradáveis passeios pela região. Visitámos florestas de Faias lindíssimas, caminhámos por entre os maciços calcários, descemos às grutas de gelo, dançámos ao som da música tradicional nas festas da aldeia…

Enfim, fiquei deslumbrada com a paisagem e cultura deste país, para mim hoje encantador, graças à oportunidade que este SVE e todas as pessoas nele envolvidas me deram.

Sinto-me por tudo isto uma pessoa mais rica e feliz.

Obrigada a todos!

Eunice

Experiência SVE – Rita Himmel – Turquia – Fevereiro 2011

Contacto voluntária: Rita Himmel – rlhimmel@gmail.com

Blog SVE da voluntária: http://antepexpress.wordpress.com/

Associação de Acolhimento: Gaziantep E?itim ve Gençlik Derne?i – http://www.gantepgenclik.net/

Local: Gaziantep, Turquia

Período SVE: 15 de Fevereiro a 16 de Abril 2011, 2 meses

Relato da Rita:

Pediram-me para fazer este texto, que tenho adiado sucessivamente porque não tive ainda
oportunidade de me sentar e assimilar todas as experiências vividas durante os dois meses de Serviço
Voluntário Europeu em Gaziantep, na Turquia, e talvez porque não queira aceitar que já acabou
definitivamente.

Aliás, fiz o mesmo com o texto de encerramento do blog (antepexpress.wordpress.com) que mantive
enquanto vivi na Turquia, porque sinto que fui mesmo habitante e não apenas visitante, e ainda
não concluí porque é preciso mais do que quase dobrar o tempo para me aperceber da dimensão e
profundidade das vivências tão intensas e significativas num período de tempo tão curto.

Por isso, vou limitar-me a relatar os aspectos mais gerais e superficiais do meu SVE, que é
provavelmente o que mais interessará a quem procura este tipo de exposição.

Estive dois meses em Gaziantep, a sexta maior cidade da Turquia, no sudeste da Anatolia, perto da
fronteira com a Síria e uma espécie de porta de entrada para o Médio Oriente com raízes históricas
milenares.

Fui acolhida por uma associação que, em si mesma, funciona como uma espécie de espaço de encontro
para os jovens da cidade, que a utilizam para aceder à Internet, por exemplo, para aprender línguas, em
cursos muitas vezes dirigidos por voluntários SVE, ou outro tipo de actividades pontuais.

Para nós, os cerca de 15 voluntários internacionais, a associação funcionava como intermediária
relativamente a outras associações nas quais desenvolvíamos as chamadas “actividades principais”.

A actividade que realizávamos com mais regularidade (quase todas as manhãs) era o curso de mosaicos
para invisuais no centro Akinal. Auxiliávamos os três participantes a criar reproduções de famosos
mosaicos ao som de música tradicional turca quando tínhamos sorte, ou pop quando tínhamos azar.

No centro de acolhimento para crianças e jovens em risco, Münir Onat, localizado uma rua acima da
nossa associação, encontrávamo-nos duas vezes por semana, com os rapazes, que tinham entre 10
e 18/20 anos, sem um guião definido. Começámos por passar o tempo a tocar guitarra, conversar,
ver televisão, fazer biscoitos e bolos etc. Mas decidimos começar a dinamizar noites temáticas, com
jogos de equipa, noite de discoteca, arts & crafts entre outras. Três dos rapazes até vão participar num
projecto de SVE na Holanda este Verão.

Depois havia as visitas quinzenais ao Hospital Oncológico, onde realizávamos projectos simples de
trabalhos manuais com as crianças ali internadas ou que lá se dirigiam para alguma fase do tratamento.
Podíamos ter 3 ou 10 crianças com quem brincar, ou, por vezes, chegava a não aparecer nenhuma, e
tínhamos que adaptar os projectos às suas condições de saúde e idades. Mas era talvez a actividade
mais gratificante de todas, principalmente quando percebíamos que conseguíamos envolver todas elas
nas actividades e que elas se divertiam.

Depois havia actividades complementares. O curso de turco, de culinária (que consistia em ajudar as
muito simpáticas e prestáveis Fatma e Katrie que cozinhavam 6 dias por semana para os voluntários),
de danças tradicionais (que era muito divertido quando realmente se realizava), ou de percussão.

Algumas actividades eram, na minha opinião, dispensáveis (como a criação de posters) e, muitas vezes,
os horários não eram cumpridos e havia alterações e cancelamentos à última da hora. Mas, em geral, e
depois de ouvir relatos de experiências noutros locais, acho que tínhamos um programa bastante bem
organizado e completo.

Desde que fomos embora, soube que iniciaram novas actividades numa escola local, de que os
voluntários estão a gostar imenso.

Quando à vida quotidiana fora do voluntariado, os voluntários estavam distribuídos por três
apartamentos amplos e bem equipados. Dois deles eram a cinco minutos a pé da associação, o nosso
era a quinze minutos.

O único problema que tivemos com o alojamento foi o facto de o nosso prédio ser habitado por famílias
tradicionalistas que não permitiam que fôssemos visitadas por rapazes, o que acabou por causar uma
acesa discussão com uma das nossas companheiras de casa (que tinha o azar de ser turco-alemã e
por isso sempre utilizada como interlocutora) quando esta foi acompanhada por dois membros da
associação que a ajudavam a levar as compras semanais para o apartamento.

Comíamos as refeições principais, confeccionadas pelas cozinheiras acima mencionadas, na
associação, sendo que o pequeno-almoço era tomado em casa com os alimentos que eram comprados
semanalmente pelo director da organização.

Os fins-de-semana eram aproveitados para visitar um pouco mais daquela zona histórica e naturalmente
riquíssima, ou, quando as viagens eram mais curtas, para dar um saltinho à “Meca” do relaxamento: o
hamam , ou banho turco.

Concluindo, recomendo vivamente a experiência de SVE e a Turquia como destino, principalmente o
sudeste. A comida é irritantemente deliciosa (tenho de admitir que engordei durante os dois meses lá),
as pessoas são arrebatadoramente simpáticas e hospitaleiras, há muita coisa bonita para ver, e é muito
interessante viver numa cultura tão distante e, muitas vezes, incompreendida, na qual encontramos
muitas mais semelhanças com a nossa casa do que esperamos.