Category Archives: ACONTECEU

Concerto: just passing by…

2010-02 majori 038 - Copy - Copy

No Próximo Sábado, dia 30 de Março na Casa da Horta:
uma pequena mostra de música post-tradicional da Letónia.

O projeto sob o nome “Join the band” começou na Casa da Horta no início deste ano. Algumas poucas pessoas iam e vinham, mas o projecto terminou com três membros mais ou menos permanentes: Toms, Elina e Aija. De certeza que eles vão tocar no concerto, mas também é possível que outras pessoas irão tocar.

Convida os teus amigos e passa pela Casa da Horta!
Entrada livre!

SESSÃO INFORMATIVA SOBRE SERVIÇO DE VOLUNTARIADO EUROPEU

Se tens entre 18-30 anos e queres ter uma experiência fora de Portugal, vem à Casa da Horta conhecer o programa de Serviço de Voluntariado Europeu.

Este programa permite fazeres voluntariado na Europa durante 2 a 12 meses.

As áreas dos projectos são muito diversas: arte, social, meio-ambiente, desporto, juventude, etc.
O programa fornece: viagem, alojamento, alimentação, dinheiro de bolso, formação linguística e seguro de saúde.

Se queres saber mais sobre o programa, aparece na próxima Quarta-feira, 13 de Março às 18h na Casa da Horta.

Se já conheces o programa és bemvindo a aparecer para esclarecer qualquer dúvida ou receber conselhos para procura dos projectos porque Março é uma altura excelente para encontrares o projecto ideal!

Participação por marcação: manda um e-mail para sve.casadahorta@pegada.net (assunto: sessão informativa SVE).

Se tens algum amig@ que podia estar interessad@ nesta experiéncia, encaminha esta mensagem!

Jantar Refrescante, Sábado, dia 21 de Julho, a partir das 20h.

Jantar Refrescante

Sábado, dia 21 de Julho, a partir das 20h.
Tens calor e apetece-te jantar algo refrescante e cheio de vitaminas? Aparece este sábado na Casa da Horta!

Ementa:

entrada: pão com salada de beterraba e maçã 1.00
sopa: gazpacho 1.50
prato: courgette recheada com cogumelos e molho de hortelã-pimenta, acompanhada de arroz 6.00
sobremesa:sorvete de manga e melão 1.50

bebida:ice-tea de gengibre e chá príncipe com limão 1.00
Menu total: 9.00

Jantar Especial “Vai à (Bio)FAVA”, Sábado, 2 de Junho, a partir das 20h

Este Sábado, dia 2 de Junho, a Casa da Horta convida-vos a todos para o jantar da Fava. Temos imensas favas, da horta dos nossos amigos Agitadoras das Alquimias, e da nossa horta na Quinta do Musas – são favas com muito carinho por dentro.
Para quem não sabe, a fava está perfeitamente adaptada ao clima mediterrâneo onde continua a ter um papel importante na dieta, especialmente no início da Primavera, altura em que escasseia a variedade de produtos nas hortas. É ainda muito rica em proteínas e hidratos de carbono.

O menu:

Entradas: pão com molho de tomate (ofertaaa!)

Sopa: creme de favas com coentros 1.50€

Prato: Chili de Fava com chouriço de soja 6.00€

Sobremesa: mousse chocolate 1.50€

Menu completo: 8.00€

Também teremos prato do dia (4 hortinhas) para quem não gosta de favas ou chili.

Oficina de stop-motion – Domingo, 27 de Maio, 16h

Próximo Domingo, dia 27, às 16h, vai-se realizar na Casa da Horta a segunda oficina de stop-motion.
A duração prevista é de cerca de 4 horas.Na oficina vais aprender a usar instrumentos básicos para criar uma animação stop-motion:
* explicação do que é a técnica de stop-motion
* alguns exemplos de stop-motion
* os princípios básicos da criação de uma animação stop-motion
* criação de uma pequena amostra de stop-motion: tirar fotos e editar o vídeo
Após o workshop haverá a possibilidade de participar na criação de um longo projeto de stop-motion.
Aqui podes ver a primeira animação stop-motion criada pelos voluntários da Casa da Horta: The 6th Continent.
O workshop é gratuito.
Para te inscreveres na oficina por favor envia um e-mail para casadahorta@pegada.net com o teu nome, contacto e o nome da oficina.

Aparece!

Noite de STOP MOTION

Nesta quinta-feira, día 5 de Janeiro, estás convidado a ver diferentes filmes de stop motion - os mais populares, bem como amadores, de diferentes técnicas. Se vai haver pessoas interessadas, vamos fixar a data para uma oficina de stop motion. Se queres criar um filme de stop motion e participar na oficina escreve para casadahorta@pegada.net.

Stop motion é uma técnica de animação fotograma a fotograma (ou quadro a quadro). Utilizam-se modelos reais em diversos materiais, dentro dos mais comuns, estão a massa de modelar, ou especificamente plasticina. Os modelos são movimentados e fotografados quadro a quadro. Estes quadros são posteriormente montados em uma película cinematográfica, criando a impressão de movimento.

Um exemplo: PES Western Spaghetti

Relatório, encontro “Nós do Centro”, dia 8 de Junho

O Centro Social de São Nicolau há um ano criou um fórum de reflexão comunitária sobre o futuro da Ribeira, sobre a solucão dos seus problemas e o seu desenvolvimento.

Dentro do fórum há instituições, centros sociais, comerciantes e instituições culturais que trabalham no território. Como é fácil de imaginar, há opiniões, posicões e posturas diferentes. A diversidade dentro do fórum é a sua riqueza.

A Casa da Horta, que já colabora desde há um ano com o Centro Social através dum projecto de educação ambiental, decidiu aderir ao fórum e participar activamente na sua evolução. A Casa da Horta escolheu criar o seu espaço na Ribeira porque acredita que a diversidade e variedade cultural desta zona do Porto é um património que merece ser mantido vivo e não para ser transformado em paisagem de postal sem alma.

Para muitos dos associados e para nós também seria difícil imaginar a Casa da Horta noutro lado da cidade. E após três anos começamos a sentir a necessidade de nos envolvermos nos processos comunitários e trabalhar em conjunto com outras entidades para repensar a Ribeira.

Na última assembleia começou-se a pensar nas primeiras medidas praticas: a realização de grupos de trabalho sobre temas específicos, mas sobretudo a realização em Setembro duma semana de acções em que cada instituição possa comprometer-se a participar ou propor actividades. A Casa da Horta propôs realizar algumas actividades e workshops de educação ambiental, algumas visitas eco-sociais, algumas tardes de cinema ao ar livre, mas sobretudo tentar dinamizar um processo de decisão que seja ainda mais democrático e participativo. De facto propomos realizar uma assembleia popular em que moradores, vizinhança e o bairro todo possam dizer o que acham sobre a Ribeira, como a imaginam e como gostariam que mudasse. Queremos entender as necessidades, os desejos e os medos de quem mora na Ribeira e na freguesia de São Nicolau. Mas ao mesmo tempo queremos que o bairro se responsabilize pela sua mudança e pelo seu futuro. É um desafio muito grande e esperamos que a energia que estamos a pôr para facilitar este processo democrático e participativo possam criar sinergias positivas para o futuro deste bairro tão lindo e tão complicado.

Relatório 17 de Junho, “Educ-acção”na Escola Básica de Paços de Ferreira

Dia 17 de Junho a equipa responsável pelo projeto “Educ-acção”, projeto de Educação ambiental e social foi convidada para dar duas palestras na Escola Básica de Paços de Ferreira. A primeira palestra tratou das Alterações Climáticas no aumento da frequência das Catástrofes Naturais, dirigida a jovens do 7° ano enquanto a segunda relacionou os efeitos das alterações climáticas no Ambiente e no Homem, para jovens do 8° ano. Cada palestra incluiu também uma parte sobre o consumo responsável. A nossa ideia, através dessas palestras, era enfatizar que as alterações climáticas sempre existiram por razoes naturais. Mas através dos séculos a actividade humana fez com que as alteracões climáticas tivessem efeitos mais fortes no nosso planeta, favorecendo assim nos últimos 50 anos a multiplicação das catástrofes naturais .

Incluir também uma parte sobre o consumo responsável não foi algo escolhido ao acaso. Queríamos mostrar como a nossa maneira de consumir hoje em dia, anda de mãos dadas com as energias fosseis, aquelas mesmas responsáveis pelo aquecimento do nosso planeta. Mas longe de serem palestras pessimistas, apresentamos algumas acções que todos nós podemos seguir para reduzir a nossa implicação nesse “Grande desperdicio” dos recursos do planeta. Assim demonstramos que uma alimentação, favorecendo produtos locais e da época, com menos refeições a base de carne e usando poucas ou nenhuma embalagem, eram entre outras coisas maneiras para reduzir a nossa pegada ecológica. Foi também uma altura certa para introduzir uma estatística desconhecida que a industria da carne esta a poluir tanto como a industria dos transportes.

Depois da temática da alimentação, perguntamos aos jovens o quê que tínhamos todos em comum, isso para introduzir uma outra temática onde temos também um papel a desempenhar. Claro nesse momento na turma estávamos todos vivos, como um aluno enfatizou de forma espontânea. Mas o que tínhamos em comum também era que todos nos usamos roupas: queríamos mostrar como a industria têxtil tem implicações para o nosso planeta e também implicações sociais. Nesse sentido, explicamos aos jovens que sapatilhas ou uma peca de roupa a um preço de 10 eur ou 20 eur era só possível atingir se no processo de fabrico os trabalhadores recebessem pouco dinheiro. Introduzimos também a noção de “Sweatshops” e como as grandes marcas que todos os jovens conhecem produzem em fabricas onde os trabalhadores podem ter turnos de 19 horas por dia sem interrupção, por um salário de 0.28 cêntimos por hora. Esse tipo de exemplo criou a indignação nas duas turmas! Claro que a alimentação e o vestuário não são as únicas áreas onde podemos mudar os nossos hábitos de consumo, mas achamos importante perceber que atrás de cada produto que nos consumimos, existem pessoas responsáveis pela a sua criação. Algo que estamos a perder nos últimos tempos.

Acabamos as palestras seguindo essa ideia de mudar os nossos hábitos de consumo e perguntamos aos jovens o quê que eles podiam mudar no dia a dia deles. Andar mais a pé ou de bicicleta, usar o carro só quando é mesmo necessário, reduzir o tempo em frente ao computador ou comer menos carne, eram entre outras coisas as propostas dos alunos. Eles mostraram um grande interesse nas palestras e fizeram com que estas apresentações decorressem num ambiente saudável e caloroso.

Queríamos agradecer mais uma vez a Escola Básica de Paços de Ferreira por nos dar a possibilidade de realizar estas palestras e por desenvolver este tipo de iniciativas.

Relatório 14 de Junho, Actividades com o Centro Social de São Nicolau na Casa da Horta

Dia 14 de Junho, a Casa da Horta, através do seu programa, Educ-acçao, programa de Educação Social e Ambiental, recebeu um grupo duma dezena de pessoas do Centro Social de São Nicolau. Para começar esse dia, a Casa da Horta foi transformada num cinema comunitário (como acontece todas as quintas-feiras) e projectamos um vídeo sobre algumas iniciativas de hortas comunitárias no Porto. No fim da projeção consideramos a possibilidade de ver nascer em algum anos hortas comunitárias na Ribeira e noutros sítios do Porto seguindo assim as iniciativas de cidades como Nova Iorque, Berlim, Londres ou Paris.

Depois do tempo de ver, chegou o tempo de fazer e a Casa da Horta transformou-se numa “pequena horta comunitaria”. Usando garrafas plásticas e embalagem Tetra-Pak e colocando terra dentro deles, semeamos rabanetes, hortelã, manjericão e salva. No fim do dia, cada um levou a sua “horta portátil” e alguns dos vasos improvisados ficaram para a Casa da Horta e também para o Centro Social. Esperamos agora ver, em alguns dias, nascer as plantas.

Para acabar a manha de actividades todos juntaram-se para preparar o almoço. O prato do dia foi massa napolitana, enquanto a sobremesa foi crepes com chocolate. A hora de preparação do almoço foi um momento de partilha de historias e anedotas entre nos da Casa da Horta e as pessoas do Centro Social e deu-nos também a oportunidade de explicar os conceitos de vegetarianismo e veganismo.

Foi mais um dia de alta colaboração e esperamos ver algumas fotografias das “hortas portateis”de cada um!

Queríamos agradecer mais uma vez o centro social de São Nicolau e as pessoas que estiveram presentes nesse dia.

Experiência SVE – Rita Himmel – Turquia – Fevereiro 2011

Contacto voluntária: Rita Himmel – rlhimmel@gmail.com

Blog SVE da voluntária: http://antepexpress.wordpress.com/

Associação de Acolhimento: Gaziantep E?itim ve Gençlik Derne?i – http://www.gantepgenclik.net/

Local: Gaziantep, Turquia

Período SVE: 15 de Fevereiro a 16 de Abril 2011, 2 meses

Relato da Rita:

Pediram-me para fazer este texto, que tenho adiado sucessivamente porque não tive ainda
oportunidade de me sentar e assimilar todas as experiências vividas durante os dois meses de Serviço
Voluntário Europeu em Gaziantep, na Turquia, e talvez porque não queira aceitar que já acabou
definitivamente.

Aliás, fiz o mesmo com o texto de encerramento do blog (antepexpress.wordpress.com) que mantive
enquanto vivi na Turquia, porque sinto que fui mesmo habitante e não apenas visitante, e ainda
não concluí porque é preciso mais do que quase dobrar o tempo para me aperceber da dimensão e
profundidade das vivências tão intensas e significativas num período de tempo tão curto.

Por isso, vou limitar-me a relatar os aspectos mais gerais e superficiais do meu SVE, que é
provavelmente o que mais interessará a quem procura este tipo de exposição.

Estive dois meses em Gaziantep, a sexta maior cidade da Turquia, no sudeste da Anatolia, perto da
fronteira com a Síria e uma espécie de porta de entrada para o Médio Oriente com raízes históricas
milenares.

Fui acolhida por uma associação que, em si mesma, funciona como uma espécie de espaço de encontro
para os jovens da cidade, que a utilizam para aceder à Internet, por exemplo, para aprender línguas, em
cursos muitas vezes dirigidos por voluntários SVE, ou outro tipo de actividades pontuais.

Para nós, os cerca de 15 voluntários internacionais, a associação funcionava como intermediária
relativamente a outras associações nas quais desenvolvíamos as chamadas “actividades principais”.

A actividade que realizávamos com mais regularidade (quase todas as manhãs) era o curso de mosaicos
para invisuais no centro Akinal. Auxiliávamos os três participantes a criar reproduções de famosos
mosaicos ao som de música tradicional turca quando tínhamos sorte, ou pop quando tínhamos azar.

No centro de acolhimento para crianças e jovens em risco, Münir Onat, localizado uma rua acima da
nossa associação, encontrávamo-nos duas vezes por semana, com os rapazes, que tinham entre 10
e 18/20 anos, sem um guião definido. Começámos por passar o tempo a tocar guitarra, conversar,
ver televisão, fazer biscoitos e bolos etc. Mas decidimos começar a dinamizar noites temáticas, com
jogos de equipa, noite de discoteca, arts & crafts entre outras. Três dos rapazes até vão participar num
projecto de SVE na Holanda este Verão.

Depois havia as visitas quinzenais ao Hospital Oncológico, onde realizávamos projectos simples de
trabalhos manuais com as crianças ali internadas ou que lá se dirigiam para alguma fase do tratamento.
Podíamos ter 3 ou 10 crianças com quem brincar, ou, por vezes, chegava a não aparecer nenhuma, e
tínhamos que adaptar os projectos às suas condições de saúde e idades. Mas era talvez a actividade
mais gratificante de todas, principalmente quando percebíamos que conseguíamos envolver todas elas
nas actividades e que elas se divertiam.

Depois havia actividades complementares. O curso de turco, de culinária (que consistia em ajudar as
muito simpáticas e prestáveis Fatma e Katrie que cozinhavam 6 dias por semana para os voluntários),
de danças tradicionais (que era muito divertido quando realmente se realizava), ou de percussão.

Algumas actividades eram, na minha opinião, dispensáveis (como a criação de posters) e, muitas vezes,
os horários não eram cumpridos e havia alterações e cancelamentos à última da hora. Mas, em geral, e
depois de ouvir relatos de experiências noutros locais, acho que tínhamos um programa bastante bem
organizado e completo.

Desde que fomos embora, soube que iniciaram novas actividades numa escola local, de que os
voluntários estão a gostar imenso.

Quando à vida quotidiana fora do voluntariado, os voluntários estavam distribuídos por três
apartamentos amplos e bem equipados. Dois deles eram a cinco minutos a pé da associação, o nosso
era a quinze minutos.

O único problema que tivemos com o alojamento foi o facto de o nosso prédio ser habitado por famílias
tradicionalistas que não permitiam que fôssemos visitadas por rapazes, o que acabou por causar uma
acesa discussão com uma das nossas companheiras de casa (que tinha o azar de ser turco-alemã e
por isso sempre utilizada como interlocutora) quando esta foi acompanhada por dois membros da
associação que a ajudavam a levar as compras semanais para o apartamento.

Comíamos as refeições principais, confeccionadas pelas cozinheiras acima mencionadas, na
associação, sendo que o pequeno-almoço era tomado em casa com os alimentos que eram comprados
semanalmente pelo director da organização.

Os fins-de-semana eram aproveitados para visitar um pouco mais daquela zona histórica e naturalmente
riquíssima, ou, quando as viagens eram mais curtas, para dar um saltinho à “Meca” do relaxamento: o
hamam , ou banho turco.

Concluindo, recomendo vivamente a experiência de SVE e a Turquia como destino, principalmente o
sudeste. A comida é irritantemente deliciosa (tenho de admitir que engordei durante os dois meses lá),
as pessoas são arrebatadoramente simpáticas e hospitaleiras, há muita coisa bonita para ver, e é muito
interessante viver numa cultura tão distante e, muitas vezes, incompreendida, na qual encontramos
muitas mais semelhanças com a nossa casa do que esperamos.